Máquinas  05/08/2021 | Por: Redação

ABIMAQ

Receita do setor de máquinas e equipamentos sobe 40,3% no 1º semestre

O resultado também foi de elevado crescimento (45,4%) na comparação de junho passado com o mesmo mês de 2020


Durante o mês de junho de 2021 observou-se estabilidade nas receitas líquidas de vendas do setor fabricante de máquinas e equipamentos em relação ao mês de maio. Na comparação com junho de 2020 o resultado foi de elevado crescimento (45,4%). O setor contou no período com manutenção do crescimento nos segmentos ligados ao agronegócio e recuperação naqueles ligados ao consumo de bens duráveis e semiduráveis. Porém, na análise dos números deve-se levar em consideração a base de comparação fortemente deprimida pelas medidas de afastamento para controle das infecções por covid-19. Para os próximos meses a expectativa é de manutenção da estabilidade das receitas em níveis próximos aos observados no segundo semestre de 2020.

Com relação à receita líquida, em junho ouve ligeira melhora no mercado doméstico (0,2%). Nas exportações o crescimento foi maior, de 7,4% em quantidade e de 6,2% em valores (US$). A valorização do real observada no período, entretanto, anulou essa melhora quando o resultado é medido na moeda brasileira levando o desempenho total do setor a uma quase estabilidade na comparação com o mês anterior (maio). Na comparação interanual a receita se manteve 45,4% acima, levando o setor a encerrar o primeiro semestre de 2021 com aumento de 40,3% nas receitas totais.

As exportações de máquinas e equipamentos, que vinham de queda de 24,5% em 2020, voltaram a registrar crescimento em fevereiro passado, e já em abril o setor contava com valores superiores aos daquele ano. No semestre, apenas um grupo setorial registrou queda, o de fabricantes de máquinas para petróleo e energia renovável (-52,3%). Entre os com melhor desempenho destaca-se o segmento de logística e construção civil, que cresceu 46,7%. Em junho o setor exportou US$ 800 milhões, 67% acima do resultado de junho, período que registrou o pior desempenho do setor.

Já as importações, após terem encolhido para a média de US$ 1,4 bilhão ao mês, ganharam força e em 2021 passaram a oscilar ao redor de US$ 1,7 bilhão, como reflexo da recuperação das atividades produtivas observada a partir do segundo semestre de 2020. Em junho de 2021 houve recuo de 4,9% em relação ao mês de maio, mas na comparação interanual o crescimento foi de 72,1%. No ano, as importações acumuladas superaram em 12,1% as do mesmo período de 2020.