Para as empresas da cadeia da borracha, o novo sistema tributário exigirá uma revisão profunda dos modelos de negócio, contratos, estratégias logísticas e estruturas de suprimentos. A avaliação foi feita por Eduardo Pereira da Silva Jr., advogado da Correa Porto Sociedade de Advogados, durante palestra realizada na Arena do Conhecimento da Expobor e Pneushow 2026.
"A reforma tributária provoca uma verdadeira revisitação do modelo de negócios da empresa. Ela impacta contratos, cadeia de suprimentos, logística e estrutura operacional. No fim do dia, a principal pergunta que o empresário precisará responder é: minha empresa continuará competitiva sob a nova carga tributária?", afirmou Silva Jr.
Muitas organizações ainda tratam a reforma apenas como uma questão fiscal, quando na realidade ela afeta diretamente decisões estratégicas e comerciais. "Não estamos falando apenas de tributos. Estamos falando de precificação, localização de operações, relacionamento com fornecedores, gestão de estoques e competitividade de mercado”, explicou o advogado, que alerto que os próximos meses serão decisivos para as empresas que desejam se preparar adequadamente para a transição.
O especialista destacou que a governança corporativa e o compliance fiscal ganharão ainda mais relevância no novo cenário e que a recuperação tributária será ferramenta para fortalecer o caixa das empresas durante o período de transição. Além disso, tratou da necessidade de reavaliar estruturas empresariais espalhadas por diferentes estados e que as empresas que iniciarem esse planejamento desde já terão vantagem competitiva na transição para o novo modelo tributário.
Felipe Agra, advogado da Rodrigues e Romêo Advogados, apresentou um panorama das mudanças previstas no sistema tributário nacional e seus impactos para a indústria. "Estamos vivendo um período de transição. Muitas empresas ainda acreditam que a reforma tributária está distante, mas a regulamentação já está em andamento e as decisões tomadas agora terão impacto direto na adaptação dos negócios nos próximos anos", afirmou.
Para o advogado, embora a reforma tenha como objetivo simplificar o sistema tributário brasileiro, as empresas precisarão investir em adaptação tecnológica, revisão de processos e planejamento financeiro.