A Disal Consórcio encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados recordes, comercializando R$ 4,9 bilhões em créditos entre janeiro e junho, alta de 59% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho ocorre em um momento de expansão do mercado de consórcios, impulsionado principalmente pela busca de alternativas ao financiamento tradicional em um cenário de juros elevados e pelo avanço da demanda por créditos para imóveis. Outro indicador dessa trajetória de crescimento é que o volume comercializado apenas nos seis primeiros meses de 2026 já equivale a todo o montante registrado pela companhia durante o ano de 2024. O resultado também representa cerca de 73% de todo o volume comercializado em 2025, quando a administradora alcançou R$ 6,68 bilhões em créditos. Além disso, em março deste ano, a empresa atingiu R$ 1,1 bilhão em créditos comercializados, o maior volume mensal desde a fundação da Disal, há quase 40 anos. A Disal Seguros, corretora que integra o grupo Disal, também apresentou crescimento de 15,8%, com 13.285 apólices de seguro auto comercializadas no primeiro semestre de 2026.
"Em 17 de agosto nós atingimos, no acumulado de 2026, mais de um bilhão em vendas de créditos de imóveis. E nós entendemos que nós vamos chegar ao final do ano com mais de 1 bilhão e meio", afirma Fábio Souza, CEO do Grupo Disal. "E para o próximo ano, a nossa ideia de crescimento é entre 2 e 2,5 bilhões. O executivo considera que é importante crescer, e também entregar ótimos serviços. "Nós queremos crescer, mas nós queremos crescer com qualidade. O consórcio também precisa contemplar e entregar. Então, se você começa a querer vender muito e você não consegue entregar, você vai causar insatisfação nos clientes. Então nós queremos que ao mesmo tempo que você possa entregar, você possa crescer a venda" completa.
O desempenho semestral foi impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela estratégia de comercialização de créditos de maior valor. Em seis meses, a carteira ativa cresceu 3,4%, passando de 144 mil para 149 mil cotistas, considerando as operações de consórcio de automóveis e imóveis. Ao mesmo tempo, o ticket médio das cotas registrou alta de 20%, alcançando R$ 107.569. O resultado reflete tanto a maior procura por bens de maior valor quanto a estratégia da Disal de ampliar a oferta de créditos acima de R$ 90 mil, aumentando a participação de créditos de maior valor em sua carteira.
"No caso dos automóveis nós já superamos esse ano os 5 bilhões em vendas e vamos chegar ao final do ano com mais de 8 bilhões. Por isso estamos em um crescendo, uma média de 800, 900 milhões por mês", afirma Fábio Souza. No primeiro semestre, o crescimento nas vendas de cotas no consórcio de automóveis foi de 19%.
A Disal Consórcio também ampliou o volume de clientes contemplados: foram quase 10 mil contemplações no período, crescimento de 13% na comparação aos seis primeiros meses do ano anterior, o que ampliou a liberação de créditos para aquisição de veículos e imóveis. Parte desse desempenho também é atribuída ao aperfeiçoamento dos processos internos, que aumentaram a efetividade das contemplações.
"Passamos a ver a necessidade do cliente em créditos, não em cotas. Se ele precisa de R$ 200 mil, eu vou encontrar um plano que tenha R$ 200 mil. Não falamos em cotas e sim em linha de crédito. Isso é um conceito de operação estruturada. Empresas nos procuram querendo 2 milhões, querendo 3 milhões. Se eu encontrar os grupos que tenham o capital para dar lance, para levantar esse recurso, eu estou fazendo uma venda construtiva. Isso foi uma mudança fundamental para que nós pudéssemos atender a necessidade dos clientes, que nunca foi cota, sempre foi crédito. E aí, fazendo essa distinção, nós mudamos a nossa forma de atender, a nossa forma de nos comunicarmos com o cliente", afirma o executivo. "E o mais importante, eu percebo que para as administradoras, quanto mais elas contemplarem, mais elas pagarem, mais risco elas têm, porque elas já têm uma operação de crédito. Mas nós não pensamos assim, nós queremos sim contemplar o máximo de clientes todo mês para que nós possamos com isso ter um boca a boca positivo de um produto que funciona, e possamos trazer clientes que tenham esse perfil e que queiram não só se aventurar pelo consórcio mas realizar um planejamento de famílias, de empresas e que a gente possa ser com isso um agente de mudança."
Outra mudança destacada por Fábio que justifica o crescimento dos contemplados é a realização de mais chamadas. "À medida que fazemos uma assembleia e nós informamos os contemplados, sempre alguns clientes desistem da contemplação, porque ou não querem se descapitalizar para pagar o lance ou porque foram sorteados num momento que não tinham na cabeça a aquisição do produto. São vários motivos, mas estes são os mais frequentes. Então, o que nós fizemos? Nós começamos a fazer uma segunda chamada. Quando um cliente não consegue pagar o lance (nós temos um prazo de 3 dias para pagamento), fazemos uma segunda chamada. Nessa segunda chamada, alguns clientes também podem, eventualmente, também não pagar o lance. E aí, o que nós fazemos na Disal? Uma terceira chamada, uma quarta chamada e, se tiver tempo, fazemos uma quinta chamada. E aí, com isso, nós crescemos 20% a nossa contemplação. Porque, em média, as administradoras fazem, no máximo, duas chamadas, que param por aí e vão para o próximo mês. Nós não paramos, nós continuamos até a próxima Assembleia.
Com isso conseguimos antecipar contemplações e clientes que de repente ofertaram lances menores têm mais chance. Isso está nos levando a ter 1.700 contemplações por mês, no caso do automóvel, e é um sistema que é praticamente imune à taxa de juros", completa o CEO da Disal.